Existe um tipo de pessoa que se julga acima do bem e do mal. Elas se sentem no direito de fazer tudo o que vêm na telha. Se acham criativos, geniais, a última bolacha do pacote. A crítica não faz parte da rotina vivida por eles. Até por que ninguém a coragem de criticá-los.
Com o apresentador
Jô Soares é assim. Ele toca, canta, dança, interpreta e entrevista. Tudo de forma magistral. Por quê? Porque ninguém tem coragem de contrariá-lo, logo ele acha que tem o direito de fazer o que tem vontade.
Está em cartaz em São Paulo um espetáculo em que
Jô simplesmente recita poesias de
Fernando Pessoa. Até aí tudo bem, mas ele começa a pecar quando decide declamar com sotaque português (sob a justificativa de que o poeta era lusitano, ok.) Ótimo, nada de mais. Se não fosse a trilha sonora pseudo-modernosa que ele escolheu. Vai de Bach, rock, hip hop até drum "n" bass. Medo!
Alguém tem dizer que dessa vez ele viajou. Eu diria, mas ele não vai ler isso aqui mesmo. Paciência.