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por: Renata Centelhas
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• Biografia
Moby é uma das mais controversas figuras dentro da cena techno, ora sendo aclamado por ter trazido uma "cara" ao mundo da música eletrônica onde o anonimato dos dj's e músicos é bastante comum, se tornando a primeira "celebridade" deste estilo, ora sendo criticado por ter diluído o techno misturando-o com as mais diversificadas influências. Seja como fôr, Moby foi uma das mais importantes figuras dentro da música pop no início dos anos 90, sendo um dos precursores e ajudando a popularizar o techno e as raves.
Moby produz um tipo de música que foge das barreiras de um único estilo, e aproveita das influências da dance-music, das guitarras distorcidas, do punk-rock, da música ambiente e das trilhas sonoras de filmes para conceber um som totalmente único. Não contente apenas em ser um "pequeno gênio" da música eletrônica, Moby ainda arranja tempo para discutir em suas músicas questões políticas como o ambientalismo, o direito dos animais e o vegetarianismo, dos quais ele é um forte adepto.
Seu primeiro hit, a música "Go!" ficou entre os 10 mais vendidos na Inglaterra em 1994 e o estabeleceu como um dos principais produtores de techno no mundo todo, ajudando-o a lançar seu primeiro álbum sob contrato de uma grande gravadora, a Elektra Records, chamado "Everything Is Wrong". Nada porém que o impedisse de abrir mão desde mesmo techno para lançar-se como um guitar-hero em seu álbum de 1996, chamado "Animal Rights". O retorno à eletrônica deu-se em 1997 com o álbum "I Like To Score", e agora em 1999 deparamos com o mais novo filho de Moby, chamado "Play" que, superando todas as expectativas, alcançou o primeiro lugar das paradas na Inglaterra e conseguiu um disco de platina por suas vendas.
Em "Play", Moby condensa todo a sua carreira em 17 grandes faixas. A eletrônica se casa perfeitamente com pianos de blues, com vocais que às vezes beiram o gospel, com brincadeiras entre os big-beats de bandas como o Chemical Brothers, e os vocais melancólicos do próprio Moby, que sabe tirar belos sons de sua pouca experiência vocal. "Play" foi eleito melhor álbum do ano por revistas como a Rolling Stone e Spin, e é acima de tudo um álbum feito sob medida para a geração presente, envolvida numa era onde a busca pela informação é acirrada e onde todas as barreiras parecem que uma hora ou outra, vão acabar ruindo. Por “Play”, Moby recebeu disco de platina em 26 países, só no Reino Unido abocanhou cinco, e foi indicado ao Grammy por três vezes seguidas, garantindo o lugar dele entre os gigantes da música eletrônica.
Em 2003 ele lançou o álbum “18”. Mais um sucesso. Por isso foi convidado para participar de shows de seus ídolos de adolescência como David Bowie, Michael Stipe, Mission of Burma e New Order. Seus pronunciamentos na internet e posições sobre todo e qualquer assunto acendem debates no mundo inteiro.
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